A vida em si constitui-se de um grande marasmo de vai e vem sem fim, tudo que nos circunda já se encontrava em dada ordem, motivados pela sensação de aceitação grupal e pela educação recebida apenas seguimos sem grandes constrangimentos ou incômodos.
Como as demais utopias da sociedade o natal é uma mera convenção da cultura do homem moderno na infame busca de lançar-se a ferros que o possam libertar, uma constante neurose na qual sair da caverna é a agonia, pois os vernizes e toda artificialidade que domina subjuga toda criatividade.
À medida que correm os anos há um empobrecimento de manifestações naturais, humanas, capazes de contestar e fazer diferente em meio ao que é sempre, sempre igual, infelizmente os que contestam são poucos diante do necessário para se fazer uma nova sociedade, sociedade sem a qual possa se imaginar um ano sem natal, data que ninguém sabe o porquê, nem o pra quê de acontecer se a própria resposta não vem do já foi apreendido.
Natal mais uma mera conveção
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Tudo novo que se renova
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

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