Psiconeurose dos sonhos

Sonhar é da natureza humana, contudo traz implícita uma série de significações e manifestações inconscientes das quais em geral todos fogem. Planejar, ponderar, calcular se constituem expressões cotidianas próprias da mentalidade, neste processo se desencadeiam diversas portas que geram não somente ações, mas também bloqueios psíquicos quando confrontadas com as frustrações do que foi perturbado em sua ordem.
No campo do onirismo trabalham-se, esmiúçam-se os meandros de uma colocação de ordem ao caos, uma guerra travada pela imposição de lógica aos fatos. E quando não há o êxito na consecução? Poder-se-ia dizer que há uma internalização de mais esta derrota?
Sigmund Freud em seu livro a Interpretação dos Sonhos amplia o estudo acerca dos sonhos e suas possíveis interpretações. Um dentre muitos exemplos citados em sua obra a fim de proporcionar compreensão da sua teoria a despeito deste assunto, nos traz a seguinte alusão:
Diversas pessoas em um ambiente fechado aglomeram-se de modo cívico e resoluto a fim de assistir a um espetáculo, no entanto caso um dos espectadores se manifeste contrariamente à posição já estabelecida tende a borbulhar outros espectadores que no mesmo desejo expressam resistência. Caracterizado o conjunto de incompatíveis, os mesmo serão lançados para fora dos portais por fortes seguranças armados por representarem minoria e prejuízo a vontade do todo. Apesar de exclusos permanecem a atrapalhar ao espetáculo, causar algazarra,alvoroçar a multidão de presentes dando cabo por fim a encenação.
Ademais aludir aos sonhos oníricos e sua concepção, Freud evoca as psiconeurose figuradas nos que são contrários a ordenada disposição em ver a obra teatral, ou seja, as frustrações podem ser lançadas fora do campo do consciente, embora permaneçam a invocar sua ordenação e trato levando posteriormente ao dolo de toda sanidade em maior ou menor grau.
Diante do exposto como agir perante uma ação fisiológica e humana tal qual o sonho? Quanto às neuroses qual o modo cabível de regulá-las e incluí-las sem danos a lógica? Cientificismo ou subjetividade a estes questionamentos?

Natal mais uma mera conveção

 A vida em si constitui-se de um grande marasmo de vai e vem sem fim, tudo que nos circunda já se encontrava em dada ordem, motivados pela sensação de aceitação grupal  e pela educação recebida apenas seguimos sem grandes constrangimentos ou incômodos.
Como as demais utopias da sociedade o natal é uma mera convenção da cultura do homem moderno na infame busca de lançar-se a ferros que o possam libertar, uma constante neurose na qual sair da caverna é a agonia, pois os vernizes e toda artificialidade que domina subjuga toda criatividade.
À medida que correm os anos há um empobrecimento de manifestações naturais, humanas, capazes de contestar e fazer diferente em meio ao que é sempre, sempre igual, infelizmente os que contestam são poucos diante do necessário para se fazer uma nova sociedade, sociedade sem a qual possa se imaginar um ano sem natal, data que ninguém sabe o porquê, nem o pra quê de acontecer se a própria resposta não vem do já foi apreendido.

Primeiro os fins ou os meios?

A questão não é a pergunta nem a resposta e sim a legitimidade. A falta de tradição e mesmo convicção gera insegurança, insatisfação, seres movidos pela administração do sirva-se do rápido e prático escravos de uma profunda cegueira onde nada faz sentido, ou seja, um mundo surreal de individualismos.
Os fins ou os meios devem justificar a defesa da humanização, de uma razão cuja identidade suprima o egoísmo e o consumo pelo que está pronto. Ousadia em construir e se aventurar em acertar ou errar, uma visão renascentista da prudência.
O que cabe é a inteligência em ser firme e reafirmar seus ideais e crenças, ter foco a ponto de compreender que são os objetivos que importam, é o meio, os detalhes, criticar o fast food de ideologias e elaborar fins...

Construir é inovar

Espaço para simples e puramente divagar, exercício da razão.
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