Psiconeurose dos sonhos
Natal mais uma mera conveção
A vida em si constitui-se de um grande marasmo de vai e vem sem fim, tudo que nos circunda já se encontrava em dada ordem, motivados pela sensação de aceitação grupal e pela educação recebida apenas seguimos sem grandes constrangimentos ou incômodos.
Como as demais utopias da sociedade o natal é uma mera convenção da cultura do homem moderno na infame busca de lançar-se a ferros que o possam libertar, uma constante neurose na qual sair da caverna é a agonia, pois os vernizes e toda artificialidade que domina subjuga toda criatividade.
À medida que correm os anos há um empobrecimento de manifestações naturais, humanas, capazes de contestar e fazer diferente em meio ao que é sempre, sempre igual, infelizmente os que contestam são poucos diante do necessário para se fazer uma nova sociedade, sociedade sem a qual possa se imaginar um ano sem natal, data que ninguém sabe o porquê, nem o pra quê de acontecer se a própria resposta não vem do já foi apreendido.
Primeiro os fins ou os meios?
A questão não é a pergunta nem a resposta e sim a legitimidade. A falta de tradição e mesmo convicção gera insegurança, insatisfação, seres movidos pela administração do sirva-se do rápido e prático escravos de uma profunda cegueira onde nada faz sentido, ou seja, um mundo surreal de individualismos.
Os fins ou os meios devem justificar a defesa da humanização, de uma razão cuja identidade suprima o egoísmo e o consumo pelo que está pronto. Ousadia em construir e se aventurar em acertar ou errar, uma visão renascentista da prudência.
O que cabe é a inteligência em ser firme e reafirmar seus ideais e crenças, ter foco a ponto de compreender que são os objetivos que importam, é o meio, os detalhes, criticar o fast food de ideologias e elaborar fins...
